segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Peelings.....Tempo de renovar!



Especial - Tempo de renovar


Pele nova: o peeling é um procedimento seguro e eficiente, mas que exige muitos cuidados

Uma pele lisa, cheia de vitalidade, sem manchas ou marcas de acne é o que qualquer mortal deseja. Embora delicada e necessitada de cuidados constantes, é bom lembrar que a pele é o maior órgão do corpo humano e tem a capacidade de se regenerar naturalmente. Enquanto células mortas desprendem-se, novas tomam o lugar.

Por isso, para quem apresenta manchas, rosáceas, marcas de envelhecimento ou acne, entre outros, o peeling se mostra uma alternativa eficiente, desde que realizado com os devidos cuidados no procedimento e na manutenção. A dermatologista Stefânia Assunção afirma que atualmente utiliza-se, com segurança e bons resultados, o peeling químico, que promove a esfoliação cutânea. Esse procedimento acelera o processo de regeneração da pele e, por isso, é indicado em muitos tratamentos.

Ao pé da letra, peeling vem do verbo em inglês to peel, que significa “descascar”. Depois da destruição controlada de uma ou mais camadas de pele, a recomposição celular começa. Há três mecanismos de ação do peeling: estimulação do crescimento da epiderme depois de remover a camada córnea da pele (que é a mais superficial), destruição das camadas de pele lesadas e uma resposta inflamatória que é capaz de provocar a formação de colágeno.

Pequenas correções


Stefânia diz que é considerado peeling o procedimento que age na esfoliação da pele a partir do nível superficial e destrói a camada total ou parcial da epiderme. “O tratamento que atinge apenas um nível muito superficial da pele não é considerado peeling. Este é chamado de decapagem córnea”, explica.

Há também a técnica de microdermoabrasão, popularmente conhecida como peeling de cristal. Nesse caso, a pele é lixada muito superficialmente por um delicado jato de areia ou cristais de óxido de alumínio. Outra técnica praticamente em desuso nos dias de hoje é a dermoabrasão, conhecida como peeling físico, em que é feito um lixamento da pele, removendo a epiderme e parte da derme. É indicada para a correção de cicatrizes de acne, remoção de tatuagens, entre outros.



De acordo com a dermatologista, não há uma idade específica para o peeling. “Pode ser indicado a partir da adolescência e não tem limite de idade”, diz. A tendência atual, porém, é fazer maior quantidade de peelings superficiais em vez de partir para os médios ou profundos. “Há menor risco de complicação”, afirma.






Não serve para todos

De acordo com a dermatologista Stefânia Assunção, a técnica é indicada a partir da adolescência e não tem limite de idade para ser aplicada. Porém, pessoas com histórico de quelóides e má cicatrização devem evitá-la.

Procedimentos atingem a pele em vários níveis






O dermatologista determina a profundidade e a substância a ser usada no paciente



A pele é dividida em epiderme, derme e tecido subcutâneo. A epiderme é a camada mais externa da pele, subdividida em córnea, a mais superficial, e a granulosa, logo abaixo.



A derme se divide em papilar e reticular. Finalmente, chega-se ao tecido subcutâneo. Cada tipo de peeling age em diferentes profundidades nessas camadas.



Peeling superficial: destrói de maneira total ou parcial a epiderme. É indicado para envelhecimento da pele provocado por sol, acne, rosácea, melasma (manchas), hiperpigmentação pós-inflamatória (mancha escura após inflamação da pele), sardas, lesões pré-cancerosas. O peeling superficial pode ser feito em praticamente todo tipo de pele.



Peeling médio: destrói a epiderme e também, de maneira total ou parcial, a derme. Indicado para envelhecimento moderado da pele provocado por sol, manchas escuras e rugas finas. Nesse procedimento, é comum sentir ardor ou queimação intensa durante alguns minutos.



Peeling profundo: destrói a derme reticular e chega bem próximo ao tecido subcutâneo. É o peeling de fenol, que rejuvenesce, porque diminui consideravelmente as rugas e clareia completamente (ou quase) as manchas. É indicado apenas para quem tem pele branca, aquelas que se queimam na exposição ao sol e com baixa capacidade de bronzeamento.


Esse peeling causa hipopigmentação, ou seja, torna a pele mais clara permanentemente, por isso não é recomendado a pessoas morenas, pardas ou negras. A hipopigmentação acontece porque o fenol destrói os melanócitos, células que produzem melanina e dão cor à pele, localizadas próximas à derme reticular. A técnica não é recomendada também a quem tem tendência à formação de quelóides.






Agentes do peeling químico






Existem vários agentes químicos em peeling. A escolha e a quantidade das substâncias a serem aplicadas, são determinadas de acordo com o tipo de pele e o procedimento escolhido, explica a dermatologista Stefânia Assunção. Os ácidos salicílico, tricloroacético, glicólico e retinóico são alguns deles. Pode ser usada também a solução de Jessner, uma composição de resorcinol, ácido salicílico e ácido lático. Existem ainda esfoliantes como o 5-fluorouracil. No caso do peeling profundo, é utilizado o fenol.



Segundo a dermatologista, quem pretende se submeter a um peeling deve preparar a pele antes. “Esse preparo, geralmente, é feito com algum ácido”, diz. Depois do peeling, é proibido tomar sol. Um protetor solar eficiente, nesse caso, é imprescindível e deve ser aplicado várias vezes ao dia. “Mesmo com o uso de protetor, a pessoa não pode se expor ao sol. Um descuido após o peeling pode causar manchas horríveis”, alerta.






Peeling e resultados






Quem vai se submeter a um peeling tem que seguir à risca todas as orientações do dermatologista. Quem não quer ou não pode ficar longe do sol deve evitar qualquer tipo de peeling.


Mulheres grávidas não devem se submeter ao peeling. O procedimento pode causar danos ao feto.


Quem tem histórico de quelóide ou má cicatrização deve evitar peeling. Em alguns casos, pode-se optar apenas pelo superficial.


Os resultados do peeling dependem também dos cuidados diários com a pele.


Repetir o procedimento é uma decisão que varia de acordo com a profundidade do peeling.


Um peeling superficial pode ser repetido a cada duas ou seis semanas, dependendo da recuperação da pele.


Um peeling médio, pode ser repetido apenas a cada 6 a 9 meses.


Procedimentos superficiais proporcionam melhora da pele com mais segurança.



O peeling não faz...



Alterar tamanho dos poros.


Corrigir cicatrizes profundas.


Tratar vasos sangüíneos aparentes.


Clarear totalmente áreas escuras em pele negra.


Melhorar a elasticidade da pele.





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